Fatores de Risco de LOC-I na Largada de Paraquedistas
As largadas de paraquedistas são operações especializadas, com voos repetitivos, por vezes com a porta aberta e com movimentação de pessoas na cabina junto à largada, o que se traduz em margens de segurança mais desafiantes.
As áreas de risco incluem a perda de sustentação ou a perda de controlo em voo (LOC-I), caso a velocidade da aeronave durante a largada tenha pouca margem em relação à velocidade de perda de sustentação (stall), bem como um centro de gravidade (CG) “dinâmico”, resultante do deslocamento dos paraquedistas para a traseira antes do salto. Este facto pode colocar o CG fora das margens seguras. Acresce ainda o efeito do arrasto com a porta aberta, que pode causar perda de controlo ou, no extremo oposto, conduzir ao risco estrutural.
A mitigação destes riscos passa pela padronização da operação através de um manual de operações adaptado à aeronave e ao local, bem como pela utilização de checklists específicas.
No paraquedismo, as checklists devem abranger procedimentos normais, anormais e de emergência, dados de desempenho, equipamento requerido, limitações e responsabilidades do piloto-comandante e de outros intervenientes, quando aplicável, sendo desenvolvidas de acordo com a complexidade da atividade e o nível de exposição ao risco.
O controlo do CG deve ser uma prioridade, com regras claras de peso e centragem, movimentação na cabina, coordenação entre piloto e o task specialist, e briefings operacionais e de segurança e antes do voo.
Por fim, a definição dos procedimentos operacionais deve ser sempre consistente com o AFM/POH e respetivos suplementos aprovados.
Na página seguinte partilha-se informação diversa sobre este perigo e sobre as formas de o mitigar.
Sunny Swift: Operations manual for parachute clubs - Issue 34 | EASA