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Intoxicação por monóxido de carbono (CO) em aviação geral

A intoxicação por monóxido de carbono (CO) é um risco relevante na aviação geral, sobretudo em aeronaves a pistão com aquecimento da cabina, dado que o CO pode entrar no habitáculo devido a fugas no sistema de escape e/ou no sistema de aquecimento (por exemplo, fissuras/corrosão na zona do permutador de calor). O problema é particularmente gravoso por ser um gás incolor e inodoro, que pode causar desde dor de cabeça, a náuseas, tonturas, sonolência, visão turva e confusão, ou até incapacitação do piloto, com degradação rápida da tomada de decisão e do controlo da aeronave.

A prevenção assenta em duas ideias simples: evitar a exposição e assegurar uma deteção precoce, isto implica manter uma manutenção rigorosa do escape/aquecimento, tratar imediatamente qualquer suspeita de gases na cabine e usar um indicador/detetor de CO (passivo ou eletrónico) como barreira adicional de segurança.

Se houver suspeita de CO em voo (por sintomas, cheiro anormal de gases, ou alarme do detetor), recomenda-se: desligar totalmente o aquecimento da cabina, abrir entradas de ar fresco, empobrecer a mistura de combustível agressivamente, usar se disponível, oxigénio suplementar informar o controlo aéreo ou o serviço de informação de voo e declarar emergência sem hesitar se houver sintomas ou níveis elevados. Deve ser assegurada a aterragem o mais cedo possível e garantida a inspeção por um(a) técnico(a) qualificado(a) antes de um próximo voo.

Na página seguinte partilha-se informação diversa sobre este perigo e sobre as formas de o mitigar.

https://www.easa.europa.eu/en/newsroom-and-events/news/sunny-swift-co-intoxication