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o
voo
O Sol ainda não nasceu e nós estamos junto à
barragem de Pego do Altar, no lado oposto a Santa Susana, em
Alcácer do Sal. A praia fluvial atrai campistas e caravanistas
que, a esta hora, dormem e que irão ter, hoje, um despertador
diferente.
O balão é estendido e começamos a insuflá-lo
lentamente de forma a fazer uma verificação muito atenta à
válvula de topo. O Rui, dentro do envelope, analisa cada ligação
e confirma o funcionamento.
Não há vento e admitimos que voaremos para a
barragem, mas com o aparecimento do Sol, define-se uma brisa
para o lado oposto. Para Alcácer.
Enche-se completamente o envelope e fica na
vertical, com os seus 16 metros de altura. Pronto a descolar.
Instrumentos a bordo e verificados os vários
sistemas, descolamos. São 7 horas da manhã e o Sol já nos faz
companhia.
Após uma subida inicial para ultrapassar umas
linhas aéreas, nivelamos para saborear o momento. Pela frente, o
vale dos arrozais, verde, onde se projecta a sombra do balão e,
ao longe, Alcácer do Sal.
A bordo, dois pilotos: o Rui com a função de
piloto comandante e o António que, na qualidade de autor do
projecto, está interessado na análise e registo de todos os
pormenores.
Após 1 hora e 15 minutos e depois de várias
descidas e aterragens para verificar os sistemas e o seu
funcionamento, preparámo-nos para a aterragem final. O dia
estava, já, muito quente e a herdade, lá em baixo, parecia
convidativa.
Ainda antes de arrumar o equipamento, vontade e
oportunidade para uns telefonemas para os amigos mais próximos
deste projecto.
Voar de balão é, sempre, muito agradável; num
balão bonito, como é o caso, fica-nos a sensação de acrescentar
alguma beleza às paisagens; no primeiro voo do primeiro balão
nacional, as sensações são múltiplas e intensas.
Fiquemos com as poucas
fotos que fizemos.
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