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Associação Nacional de Aviação Clássica e Experimental    

        

 
 

primeiro voo

 

a preparação

Nos dias anteriores, a azáfama foi grande. O equipamento foi verificado várias vezes e tudo  acondicionado no atrelado.

Os reservatórios de gás foram abastecidos, tal como o Jeep, e os acessórios, instrumentos e documentos ficaram devidamente arrumados.

O planeamento foi feito e acompanhamos, dia após dia, a evolução da meteorologia.

A equipa está formada e não há ninguém para o resgate. Rui, António e Susana irão ser os participantes desta excitante fase do projecto.

Depois de tudo planeado, fica definido o encontro às 3 da manhã, a viagem até Alcácer do Sal, com paragem para pequeno almoço e café e a chegada ao local, de preferência, antes do nascer do Sol.

 
 
 
 
   

o voo

O Sol ainda não nasceu e nós estamos junto à barragem de Pego do Altar, no lado oposto a Santa Susana, em Alcácer do Sal. A praia fluvial atrai campistas e caravanistas que, a esta hora, dormem e que irão ter, hoje, um despertador diferente.

O balão é estendido e começamos a insuflá-lo lentamente de forma a fazer uma verificação muito atenta à válvula de topo. O Rui, dentro do envelope, analisa cada ligação e confirma o funcionamento.

Não há vento e admitimos que voaremos para a barragem, mas com o aparecimento do Sol, define-se uma brisa para o lado oposto. Para Alcácer.

Enche-se completamente o envelope e fica na vertical, com os seus 16 metros de altura. Pronto a descolar.

Instrumentos a bordo e verificados os vários sistemas, descolamos. São 7 horas da manhã e o Sol já nos faz companhia.

Após uma subida inicial para ultrapassar umas linhas aéreas, nivelamos para saborear o momento. Pela frente, o vale dos arrozais, verde, onde se projecta a sombra do balão e, ao longe, Alcácer do Sal.

A bordo, dois pilotos: o Rui com a função de piloto comandante e o António que, na qualidade de autor do projecto, está interessado na análise e registo de todos os pormenores.

Após 1 hora e 15 minutos e depois de várias descidas e aterragens para verificar os sistemas e o seu funcionamento, preparámo-nos para a aterragem final. O dia estava, já, muito quente e a herdade, lá em baixo, parecia convidativa.

Ainda antes de arrumar o equipamento, vontade e oportunidade para uns telefonemas para os amigos mais próximos deste projecto.

Voar de balão é, sempre, muito agradável; num balão bonito, como é o caso, fica-nos a sensação de acrescentar alguma beleza às paisagens; no primeiro voo do primeiro balão nacional, as sensações são múltiplas e intensas.

Fiquemos com as poucas fotos que fizemos.

 
 
 

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