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Associação Nacional de Aviação Clássica e Experimental    

        

 
 
   

o primeiro balão

A vontade de ter um balão nacional, teve várias motivações:
- o contacto com praticantes americanos e com as realidades da aviação experimental;

- a vinda, a Portugal, de um piloto americano, com um balão experimental;

- a necessidade de ter balões de dimensões reduzidas, não comercializados pelos fabricantes;

- o interesse de um envolvimento mais completo, na modalidade.

 
 
 
 
   

o início

Embora tenha um ar de grande aventura o início de um processo destes, é tudo menos uma aventura.

Começa-se pelo dimensionamento e conclui-se que o ideal é um balão para duas pessoas, que envolva poucos meios para a sua operação.

A seguir entra-se na fase dos cálculos. Em Portugal, as temperaturas médias são elevadas, quando comparadas com o resto da Europa, e o balão deve estar preparado para voar com calor.

Durante cerca de um ano, vários elementos desenvolvem vários cálculos para a definição do perfil do balão. É uma fase aliciante, porque repleta de pequenas vitórias. Vitórias matemáticas e ainda distantes do voo que ambicionamos.

Depois, chega o dia em que comunicamos à autoridade aeronáutica a nossa intenção e submetemos o projecto, a aprovação. Cerca de duas centenas de páginas são suficientes para transmitir o que queremos fazer, como calculámos e como vamos passar à execução.

Nada é fácil. Não há conhecimento profundo sobre balões e têm de ser garantidas todas as condições de segurança. Apesar de ser um experimental e de se destinar, apenas, a lazer e desporto, irá voar e terá de cumprir com todas as normas existentes.

A matrícula é atribuída e o nosso balão vai ser o CS-XBA. CS porque é um registo português, X porque é experimental, B porque é um balão e A porque é o primeiro.

Na fase seguinte, desenham-se painéis, gomos e pormenores, ficando em condições de passar, para o tecido, os elementos apurados.

Seguem-se sessões intermináveis de corte de tecido e ligação, por costura, das centenas de peças produzidas, até que o balão fica pronto.

Tem de ser cheio, verificado, medido e analisado. Cada pormenor tem de ser registado, desde o comportamento ao aumento de temperatura, até ao funcionamento da válvula.

Mais de um ano de trabalho aliciante e diferente de tudo a que estamos habituados e chega o dia em que podemos voar o balão.

É o primeiro voo do primeiro balão nacional, depois de Bartolomeu de Gusmão. 

 
 
 

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